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AGRO E INDUSTRIA

Senar-SP promove treinamento de instrutores em nova atividade

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Em 11 e 12 de maio, a Divisão de Promoção Social do SENAR-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) realizou treinamento técnico com os 35 instrutores de diversas regiões do Estado que irão ministrar a nova atividade na programação de cursos: “Artesanato com fios variados – Macramê”. Realizado em São Paulo, o treinamento foi conduzido pela técnica da Promoção Social Isabela Pennella e pelas autoras da cartilha, Eva Imaculada Chaves da Silva e Jamile Maria Jubran de Oliveira Said Uebe.

Também presente no evento, Claudete Morandi Romano, Chefe da Divisão de Promoção Social, reafirmou a importância do trabalho social realizado pelo SENAR-SP junto ao público rural e da atuação do instrutor para o alcance dos resultados. “Quero compartilhar minha satisfação pela realização de mais um trabalho de qualidade técnica que trará resultados positivos”, declarou.

Em sua apresentação inicial, os instrutores relataram os efeitos positivos que as atividades do SENAR-SP têm sobre os participantes e as transformações pessoais e sociais promovidas pelo artesanato e as demais atividades. Durante a pandemia, momento em que tantas famílias perderam seus entes queridos, o SENAR-SP cumpriu importante papel de criar oportunidades de geração de renda, de fortalecer os laços sociais e de promover o acolhimento e a integração social.

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Os participantes demonstraram seu contentamento com a oportunidade de falar sobre suas experiências e se sentiram valorizados em expor seus trabalhos. Nesses testemunhos dos instrutores, a palavra “acolhimento” foi repetida inúmeras vezes, demonstrando que o trabalho do SENAR-SP cumpriu esse papel não somente com o público rural, mas também promoveu a transformação desse profissional, que percebeu a relevância e alcance de seu trabalho, indo muito além do ensino de técnicas artesanais. As vivências compartilhadas pelos instrutores sobre a importância do SENAR-SP na vida dos participantes só confirmam a importância de sua missão institucional.

Treinamento colaborativo

O projeto técnico e a cartilha sobre “Artesanato com fios variados – Macramê” foram validados por meio de trabalhos em grupo com o objetivo de fazer os apontamentos necessários para o aprimoramento técnico da nova atividade. Os grupos foram muito participativos e houve grande troca de conhecimento sobre a técnica do macramê. As peças da cartilha foram confeccionadas previamente por todos e avaliadas pelas autoras, de forma construtiva.

No último dia, todos confeccionaram a peça de maior complexidade, seguindo os passos descritos na cartilha. Houve colaboração e auxílio entre todos os participantes, de forma a promover o aprimoramento da técnica e a padronização do conteúdo a ser desenvolvido em todo o Estado. Todos avaliaram positivamente o treinamento e elogiaram a condução e a organização para que tudo ocorresse de maneira eficiente e com foco na qualidade técnica.

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Fonte: CNA Brasil

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AGRO E INDUSTRIA

Alta dos insumos e eventos climáticos ampliam pressão sobre o agronegócio

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O avanço dos custos de produção e a maior frequência de eventos climáticos extremos estão entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio mineiro em 2026. A avaliação é de que o setor convive simultaneamente com os reflexos das tensões geopolíticas internacionais, que afetam o mercado global de insumos, e com fenômenos climáticos cada vez mais imprevisíveis, capazes de comprometer a produtividade no campo.

Segundo dados apresentados durante evento realizado em Belo Horizonte, os custos dos insumos agrícolas acumularam alta de cerca de 70% desde 2019. O aumento atinge diretamente a rentabilidade dos produtores rurais e acaba repercutindo ao longo da cadeia, influenciando os preços dos alimentos que chegam ao consumidor.

A pressão sobre os custos ocorre em um contexto de forte dependência de fertilizantes e outros insumos importados. Conflitos internacionais, restrições comerciais e oscilações nos mercados globais têm provocado instabilidade nos preços e aumentado a preocupação de produtores e entidades do setor.

Diante desse cenário, uma das apostas para reduzir a vulnerabilidade das propriedades rurais tem sido a ampliação do uso de bioinsumos e o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras. A estratégia busca diminuir a dependência de produtos importados e aumentar a eficiência produtiva das lavouras.

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O incentivo ao uso de variedades mais resistentes também integra esse movimento. A expectativa é que cultivares com maior tolerância a estresses climáticos e menor exigência de determinados insumos possam contribuir para reduzir custos e ampliar a resiliência das atividades agrícolas.

Minas Gerais ocupa posição de destaque na agropecuária nacional, com forte participação em cadeias como café, leite, batata, citros e diversas outras culturas. Essa diversidade produtiva ajuda a distribuir riscos e fortalece a participação do agronegócio na economia estadual.

Nos últimos anos, o setor registrou crescimento das exportações e ampliou sua contribuição para a geração de renda e empregos. Ainda assim, produtores continuam enfrentando desafios relacionados ao acesso ao crédito, à incorporação de novas tecnologias e à gestão das propriedades diante de um ambiente de negócios cada vez mais complexo.

Entre as preocupações mais imediatas está a influência do clima sobre as lavouras. Em regiões produtoras de café, episódios recentes de chuva de granizo têm gerado apreensão entre agricultores devido ao potencial de danos às plantações. Além das perdas diretas, eventos desse tipo aumentam a incerteza sobre a produção e podem afetar a qualidade dos grãos.

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A combinação entre custos elevados e instabilidade climática reforça a necessidade de investimentos em inovação, pesquisa e gestão de risco. Para especialistas do setor, a capacidade de adaptação será cada vez mais determinante para manter a competitividade da agropecuária brasileira nos próximos anos.

Mesmo diante das dificuldades, o agronegócio segue como um dos principais motores da economia mineira. A expectativa é que o avanço de tecnologias, a adoção de práticas sustentáveis e a busca por maior eficiência produtiva permitam ao setor enfrentar um cenário marcado por desafios globais e mudanças cada vez mais rápidas no ambiente de produção.

Fonte: Pensar Agro

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