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MATO GROSSO

Entre viajar por horas e ser atendido perto de casa: o avanço do Saúde Digital MT no interior

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O Governo de Mato Grosso tem transformado o acesso à saúde no Estado com o programa Saúde Digital MT, que leva atendimento especializado à população de todas as regiões e evita deslocamentos de centenas de quilômetros em busca de consulta. Executada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), a iniciativa aproxima os serviços de saúde dos mato-grossenses e garante mais agilidade, comodidade e cuidado perto de casa.

Desde 2023, já foram realizados 637.826 telediagnósticos, 17.413 teleconsultorias, 17.759 teleinterconsultas e 5.944 teleconsultas no Estado.

“Eu acredito que, principalmente na saúde, na segurança e na educação, usar a tecnologia e a modernização a nosso favor é muito positivo. Num estado grande territorialmente como o nosso, isso facilita muito a vida de quem precisa e deixa o serviço público mais eficiente. No fim é isso. Saber usar os meios que temos hoje em favor das pessoas, para servir melhor o cidadão”, declarou o governador Otaviano Pivetta.

Profissionais de todos os 142 municípios já foram treinados pela equipe do programa para conseguirem utilizar a ferramenta. “O programa já teve adesão de todos os municípios de Mato Grosso, o que demonstra o empenho da Secretaria na articulação com os gestores para alcançar o maior número possível de cobertura. Isso tem sido fundamental para reduzir distâncias e garantir um atendimento cada vez mais eficiente ao cidadão, evitando longas e cansativas viagens”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.

Segundo a gestora da Saúde Digital MT, Dra. Vânia Berti, além dos bons resultados, os atendimentos digitais já possibilitaram a economia de cerca de R$ 650 milhões aos cofres públicos, notada sobretudo com o transporte de pacientes.

“Com o Saúde Digital, os pacientes estão tendo acesso facilitado às avaliações de médicos especialistas, com comodidade e conforto. Já foram evitados mais de 790 milhões de quilômetros em deslocamentos desde a criação do programa”, avaliou.

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Para o presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT), Marco Felipe, a implementação da Saúde Digital MT proporciona melhorias significativas no acesso, na qualidade e na continuidade do cuidado, reduzindo barreiras geográficas e tempo de espera para consultas, exames e encaminhamentos, além ampliar o acesso à atenção especializada, especialmente em municípios de pequeno porte e áreas rurais.

“Para a gestão municipal, a Saúde Digital fortalece a capacidade de planejamento, monitoramento e tomada de decisão, com a identificação rápida de problemas e necessidades da população. Além disso, promove melhorias na qualificação dos profissionais, com maior organização do processo de trabalho, acesso rápido às informações e suporte à decisão clínica”, afirmou.

De acordo com o presidente, o programa melhora a Atenção Primária à Saúde e o fluxo de regulação no município, otimizando recursos financeiros e humanos, reduzindo desperdícios.

“A Saúde Digital fortalece o cuidado centrado no cidadão, amplia o acesso aos serviços, qualifica a assistência e fornece aos gestores informações estratégicas para uma tomada de decisão mais eficiente e baseada em evidências. A modalidade que mais tem se destacado é a retinografia, onde os municípios têm utilizado a ferramenta como forma de rastreio para diagnósticos precoces na retina”, acrescentou.

Janaína Schmitz levou o filho Oscar Felipe Schmitz, de 7 anos, a uma unidade de saúde de Sinop, no dia 27 de maio, para passar por uma teleconsulta com médico ortopedista. Ela considerou a iniciativa muito boa, pois não precisou se deslocar até Cuiabá, onde o médico estava, para consultar com o especialista.

“Para mim foi muito bom porque o meu filho é cadeirante, ele precisa muito da consulta dele e eu tenho outro bebê de sete meses também. Se a gente não tivesse essa teleconsulta, a gente tinha que deslocar até Cuiabá e para mim fica muito ruim, porque preciso pedir ambulância, preciso contratar uma babá pra ficar com meu outro filho pequeno. Então querendo ou não é um desgaste”, contou.

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Segundo Janaína, o menino tem pé torto congênito e precisa passar por uma cirurgia. “Ele já teve acompanhamento em Cuiabá presencialmente com outro médico ortopedista. Era para ter marcado cirurgia com o médico que estava atendendo, mas eu engravidei, não consegui prosseguir e reagendaram ele para essa teleconsulta”, concluiu.

Saiba mais sobre o programa

Apesar de existir desde 2013 com o nome de Telessaúde, o programa evoluiu ao agregar, a partir de 2023, novas tecnologias e ampliar a gama de serviços de saúde, sendo integralmente disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O programa oferta 42 especialidades médicas em seu ambulatório, nas modalidades de teleconsultoria, teletriagem, teleinterconsulta, teleconsulta e telemonitoramento, além de seis serviços de telediagnósticos, sendo eles: tele-estomatologia, tele-ECG, telerretinografia, tele-espiroometria, teledermatologia, teleraio-X.

Na teleconsultoria, os profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) podem sanar as dúvidas com médicos especialistas via mensagem de texto. Já na teleinterconsulta, é realizada uma consulta triangulada por vídeo em que o paciente é atendido virtualmente pelo médico especialista, tendo um profissional da Unidade Básica de Saúde como mediador.

São 3.543 estabelecimentos de saúde cadastrados nos 142 municípios do Estado. São, ao todo, 2.620 profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) cadastrados e treinados para utilizarem a plataforma.

Atualmente, o núcleo de Saúde Digital de Mato Grosso funciona em uma unidade própria, localizada em Cuiabá, que também conta com pontos focais nas 16 regiões de Saúde do Estado, graças à mediação dos Escritórios Regionais de Saúde.

Fonte: Governo MT – MT

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Tribunal de Justiça

Famílias garantem reconhecimento de paternidade durante Expedição Justiça Sem Fronteiras

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Duas atendentes da Defensoria Pública de Mato Grosso, sentadas à mesa, conversam com um homem, uma mulher e uma criança, vistos de costas. Notebooks e garrafas de água estão sobre a mesa.Entre os diversos atendimentos realizados pela segunda edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras, um serviço teve significado especial para duas famílias atendidas pela iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso (TJMT): o reconhecimento de paternidade.

Uma das histórias é a do pequeno Isaac, de 4 anos. Os pais Francineide Javali e Guilherme de Paula aproveitaram a passagem da expedição pela comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade (522 km de Cuiabá), para regularizar a situação do filho.

Casal indígena de costas, segurando as mãos de uma criança pequena, olha para trás. Ao fundo, um grande arbusto verde com flores rosas. Ambiente ao ar livre.Segundo Francineide, a distância até os centros urbanos e os custos com deslocamento dificultavam a realização do procedimento. “A gente mora em outra comunidade e só tem moto. Seria muito difícil levar uma criança para resolver isso na cidade, além dos gastos com transporte, alimentação e outras despesas. Aqui conseguimos resolver tudo de forma rápida”, contou.

Ela explica que o reconhecimento dependia da regularização dos documentos do pai da criança. Assim que a situação foi resolvida, a família aproveitou a passagem da expedição para concluir o processo. “Fomos muito bem atendidos e conseguimos resolver tudo rapidamente. Para nós foi uma grande facilidade”, reforçou.

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Para Guilherme, o atendimento próximo de casa fez toda a diferença. “Se fosse para resolver na cidade seria muito mais difícil e mais caro. Aqui foi mais fácil para nós e para o nosso filho”, disse.

Um sobrenome aguardado por 22 anos

Outra história marcada pelo reconhecimento de paternidade foi a de Angélica Poiche Parabá, de 22 anos, moradora da comunidade Nova Fortuna.

Três pessoas indígenas em pé: à esquerda, uma mulher de blusa preta; ao centro, uma mulher de rosa segurando papéis; à direita, um homem de camisa azul e boné. Ao fundo, um banner Após mais de duas décadas, ela conseguiu incluir oficialmente o nome do pai em sua certidão de nascimento. Emocionada, Angélica contou que conviveu durante toda a vida com a ausência do registro paterno, embora nunca tenha deixado de reconhecer o pai como parte de sua história.

“Quando eu era criança, algumas pessoas falavam que eu era uma menina sem pai. Mas dentro do meu coração eu sempre tive meu pai. Hoje sou muito grata a Deus porque consegui colocar o nome dele na minha certidão”, afirmou.

Para ela, a conquista vai além da questão documental. “É muito mais do que um sobrenome. Estou muito feliz por tudo ter dado certo”, acrescentou.

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Expedição Justiça Sem Fronteiras

Homem sorridente de óculos, barba grisalha, boné bege e camiseta verde escrito Realizada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Justiça Comunitária, a Expedição Justiça Sem Fronteiras leva serviços de cidadania, orientação jurídica, documentação e acesso a direitos a comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.

Coordenador estadual da Justiça Comunitária, o juiz José Antonio Bezerra Filho destaca que histórias como as de Isaac e Angélica demonstram o alcance social da iniciativa. “Quando vemos direitos sendo garantidos e situações sendo resolvidas, temos a certeza de que todo esforço vale a pena. Quem participa da expedição sai renovado pela experiência de poder contribuir com a vida das pessoas”, ressaltou.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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