Nos seus 30 dias de atuação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual suplente Professor Sivirino (PSD) apresentou projetos voltados à inclusão social, proteção às mulheres, defesa da infância, esporte e desenvolvimento regional. Vice-prefeito de Barra do Garças, o parlamentar levou ao Legislativo propostas inspiradas em ações já desenvolvidas no município e iniciativas que pretende ampliar para todo o estado.
Entre os destaques está o projeto da Compensação Social Preventiva (PL nº500/2026), que busca ampliar investimentos em esporte e inclusão social como ferramenta de prevenção à violência. Professor Sivirino ainda apresentou propostas voltadas à proteção infantojuvenil (PL nº541/2026) e à criação da gratuidade no transporte público intermunicipal para mulheres vítimas de violência doméstica sob medida protetiva (PL nº543/2026).
O parlamentar também reforçou na Assembleia o projeto “Homens que Cuidam”, iniciativa desenvolvida em Barra do Garças e voltada à conscientização masculina, nas escolas, com crianças e adolescentes, prevenção da violência e fortalecimento das relações familiares. Com o PL nº542/2026, o parlamentar expande a ação para todo o Estado.
“São ações construídas a partir da realidade que vivemos nos municípios. Nosso objetivo é transformar experiências e debates importantes em políticas públicas capazes de alcançar todo Mato Grosso”, afirmou.
Além das pautas sociais, Professor Sivirino articulou investimentos de R$ 10 milhões para as áreas de turismo e educação em Barra do Garças e cobrou informações sobre a execução do Plano do Alto Araguaia.
“Foram 30 dias de muito trabalho e aprendizado. Tivemos a oportunidade de apresentar projetos importantes e defender pautas que impactam diretamente a vida das pessoas”, destacou.
O deputado ainda agradeceu aos parlamentares Wilson Santos (PSD) e Nininho (Republicanos) pela oportunidade de ocupar a cadeira na Assembleia Legislativa, em um processo que se encerra nesta terça-feira (12).
“Quero agradecer aos deputados Wilson Santos e Nininho pela confiança, pela chance de representar a população do Vale do Araguaia neste período”, concluiu.
A Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), realizou nesta segunda-feira (11), na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, a 3ª reunião ordinária para discutir os desafios da rede de saúde mental no estado, especialmente o fluxo de urgência e emergência, a regulação de pacientes e a estrutura do Hospital Adauto Botelho.
Durante a reunião, Avallone apresentou dados levantados em visita técnica realizada no dia 6 de maio ao Hospital Adauto Botelho e às unidades vinculadas à rede estadual de saúde mental. Segundo o parlamentar, o objetivo foi compreender o funcionamento da estrutura, a capacidade de atendimento e os gargalos da regulação.
De acordo com os dados apresentados, a Unidade 1 Adauto Botelho, localizada no bairro Coophema, terá capacidade para 86 leitos após a conclusão da reforma prevista para julho. Já a Unidade 3, voltada ao atendimento de pacientes com dependência de álcool e outras drogas, funciona no bairro Paiaguás e possui 32 vagas destinadas exclusivamente ao público masculino.
Atualmente, o Adauto Botelho possui 88 pacientes internados, enquanto a Unidade 3 atende 21 pacientes. Há ainda 12 vagas destinadas ao sistema prisional dentro da estrutura hospitalar. Durante a reunião, também foi informado que existe uma decisão judicial para ampliação de vagas destinadas ao sistema prisional.
Os dados apresentados apontam ainda que 85% dos pacientes aguardam entre um e 15 dias pela regulação para internação. Outros casos chegam a esperar entre 16 e 40 dias.
Outro ponto destacado foi à ocupação das vagas por pacientes de Cuiabá. Segundo o levantamento, 28 pacientes internados são da capital, o equivalente a 34% das vagas disponíveis, embora Cuiabá represente cerca de 17% da população do estado.
Avallone afirmou que a discussão busca construir um protocolo para atendimento em saúde mental nas situações de urgência e emergência, envolvendo Estado, municípios e profissionais da rede.
“Estamos criando um conceito e avançando. Não é fácil, a saúde mental é um pouco mais delicada, mas estamos confiando. O protocolo vai dar um caminho neste momento para uma crise que acontece pela falta de estruturação ainda da Rede de Atenção Psicossocial”, afirmou o deputado.
O defensor público e coordenador do subgrupo de Atuação Estratégica em Direitos Coletivos para Saúde Mental, Denis Thomaz Rodrigues, afirmou que a situação do Hospital Adauto Botelho já é acompanhada pela Defensoria Pública há anos e ressaltou que a regulação em saúde mental é um processo complexo, que exige integração entre diferentes setores da rede pública.
A técnica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Valéria da Costa Marques Vuolo, apresentou um diagnóstico sobre o fluxo de urgência e emergência em saúde mental em Mato Grosso. Com o tema “Reflexão a partir do cuidado em liberdade”, ela destacou a necessidade de fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e da Rede de Atenção à Urgência (RAU).
Segundo Valéria, o principal desafio é superar a dependência do modelo hospitalocêntrico e ampliar a atuação da rede básica e dos serviços territoriais.
“Organizar fluxo de urgência e emergência em saúde mental não é uma questão operacional, é uma questão da escolha do modelo de atenção à saúde”, afirmou.
Ela destacou que Mato Grosso possui atualmente 53 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e defendeu a qualificação permanente das equipes de saúde.
Durante a apresentação, Valéria explicou que a saúde mental ainda não está inserida na regulação estadual e que a concentração do fluxo no Hospital Adauto Botelho acaba sobrecarregando o sistema.
A técnica também apresentou estratégias em desenvolvimento pela SES para fortalecimento da rede, entre elas a capacitação de profissionais da atenção primária, a implantação de protocolos orientativos para urgência e emergência e o fortalecimento das equipes multiprofissionais conhecidas como eMulti.
Ao final da reunião, a CST definiu a criação de um grupo de trabalho, com seis membros, para elaborar uma proposta de protocolo de urgência e emergência em saúde mental. O documento deverá ser concluído até 15 de junho para posterior validação.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.