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VÁRZEA GRANDE

Obras da nova ETA Barra do Pari avançam em VG

A ETA, depois de pronta, terá capacidade de tratar 250 litros por segundo ou 21,6 milhões de litros por dia, atendendo cerca de 140 mil pessoas de 30 bairros de Várzea Grande.

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Assessoria de imprensa

As obras para ampliar e melhorar os serviços de abastecimento e distribuição de água em Várzea Grande seguem avançando. A construção da Estação de Tratamento de Água (ETA) Barra do Pari, que está sendo feita na região do Chapéu do Sol, atingiu 20% de conclusão esta semana.

“Já foi feita praticamente toda a terraplanagem e executada a base do reservatório da ETA. Estamos executando as fundações da casa de química e então vamos dar início as fundações da ETA, já temos parte da estrutura metálica da ETA pronta no local”, explicou o engenheiro sanitarista e ambiental da Prefeitura de Várzea Grande, Bruno Leonel Rossi.

A ETA Barra do Pari, na região do Chapéu do Sol, que está sendo construída com recursos do Governo do Estado na ordem de R$ 26 milhões e conta com contrapartida do Município, tem previsão de construção de até 11 meses. Ela está localizada na Passagem da Conceição, ao lado da atual ETA que abastece o Condomínio Florais da Mata e o Loteamento Parque das Águas.

A estrutura conta com um sistema de captação, uma adutora de água bruta, uma estação de água completa com reservatório de 2 milhões de litros, uma adutora de água tratada para abastecer outro reservatório de 2,5 milhões de litros. A previsão é de que a obra seja realizada em duas etapas. Na primeira fase serão contemplados 27 bairros. Já na segunda etapa, serão beneficiados outros quatro bairros da região.

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A ETA, depois de pronta, terá capacidade de tratar 250 litros por segundo ou 21,6 milhões de litros por dia, atendendo cerca de 140 mil pessoas de 30 bairros de Várzea Grande na região atualmente atendida pelo Sistema 2, que é abastecida pela ETA localizada na Avenida Júlio Campos, impactando positivamente no abastecimento dos bairros e loteamentos das regiões do Manaíra, Nova Ipê, Nova Esperança, Jacarandá, José Carlos Guimarães, Solaris do Tarumã, Júlio Domingos de Campos, Mapim, São Simão e outros da região da Rodovia Mário Andreazza.

O tratamento da água nessa nova estação será do tipo convencional, composta pelo conjunto dos processos sequenciais de Coagulação, Floculação, Decantação, Filtração, Desinfecção e Fluoretação. Uma novidade dessa nova ETA será o projeto elétrico, que foi concebido para otimização do consumo de energia, sendo equipado com inversores de frequência para acionamento e regulação da vazão de captação.

De acordo com o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, a parceria com o Governo de Mato Grosso vai garantir o cumprimento de uma promessa feita aos várzea-grandenses, de resolver o abastecimento e distribuição de água. “O investimento vai atender o maior compromisso nosso de campanha, que é resolver o problema da água durante nossos quatro anos de mandato. Essa ETA vai atender uma região com alto potencial de crescimento”.

O diretor presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG), Carlos Alberto Simões Arruda, salienta que “com essa nova ETA vamos dobrar o volume de água produzido na gestão Kalil Baracat e dar independência hídrica para a região Norte de Várzea Grande, cuja população passa dos 50 mil habitantes, sem considerar os incorporadores e empreendimentos residenciais na região, cujo pedido soma, somente em 2021, 27 litros por segundo”.

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ETA Imigrantes – Além da ETA Barra do Pari, a Prefeitura de Várzea Grande também já licitou as obras da nova Estação de Tratamento de Água na região do bairro 7 de Maio, com capacidade de tratamento de 125 litros por segundo, ou 10,8 milhões de litros por dia. A ETA Imigrantes será construída com recursos próprios da Prefeitura, por meio de financiamento da Caixa Econômica. A previsão para construção é de até 08 meses. Ela terá capacidade para atender cerca de 70 mil pessoas que hoje são atendidas pelo Sistema 1, onde atualmente é abastecido pela ETA localizada na Avenida Ulisses Pompeu, impactando positivamente no abastecimento dos bairros e loteamentos das regiões do Primavera, Vitória Régia, Costa Verde e Capão do Pequi.

As duas novas estações, somadas à ETA do Cristo Rei, produzirão juntas 60 milhões de litros de água por dia, ou 1 bilhão e 800 milhões de litros por mês. Água suficiente para atender os moradores de Várzea Grande com mais de 100 litros por dia, volume considerado essencial pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para atender as pessoas com água.

http://www.varzeagrande.mt.gov.br/conteudo/19945/obras-da-nova-eta-barra-do-pari-avancam-em-vg

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VÁRZEA GRANDE

Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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