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AGRO E INDUSTRIA

Sistema Famasul e Reflore lançam campanha de combate e prevenção a incêndios florestais

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Com o tema ‘Fogo Zero –  Constante na prevenção. Rápido na reação’, a 10ª edição da Campanha de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais foi lançada na manhã desta terça-feira (26), em formato híbrido, transmitido diretamente da sede da Casa Rural, em Campo Grande. 

A iniciativa é uma parceria entre Sistema Famasul e Reflore, com apoio do Governo de MS, Corpo de Bombeiros Militar e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). 

O diretor-tesoureiro do Sistema Famasul, Frederico Stella, representou o presidente da federação, Marcelo Bertoni. “A partir da união de instituições privadas e públicas em parceria com os produtores rurais sul-mato-grossenses, e aqui quero destacar a preocupação do Governo do Estado com o assunto, abrimos as porteiras para a informação e as inovações que fazem parte deste processo, que visa prevenir e minimizar os impactos com o fogo”, explica. 

A Famasul e o Senar/MS são parceiros da iniciativa há 7 anos. Neste período, foram 240 cursos realizados, mais de 3 mil pessoas capacitadas no meio rural e a previsão é mais 42 capacitações para a temporada 2022. 

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O presidente da Reflore/MS, Júnior Ramires, destacou a importância desta união. “A Famasul e o Senar/MS não medem esforços para levar conhecimento às propriedades rurais, informações sobre como prevenir e combater os incêndios”. 

“Estamos em um novo momento de combate, com estrutura, investimentos e atenção ao agro. Não há como discutir o assunto sem conscientização de todas as partes. A parceria entre instituições e os sistemas implantados no estado identifica os focos de incêndio a partir do monitoramento e agiliza o atendimento”, ressalta o secretário da Semagro, Jaime Verruck. 

“Assim como o estado é referência no agro, buscamos ser referência na prevenção e combate ao fogo. Temos viaturas especializadas em incêndios florestais, o produtor é preocupado e dá resposta ágil, sempre dispondo a ajudar”, afirma o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Hugo Djan Leite. 

Participaram do evento o superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, o superintendente da SFA, Celso Martins, o superintendente da Semagro, Rogério Beretta; diretor executivo do Taquari Vivo, Renato Roscoe, e o presidente da ABPO, Eduardo Cruzeta.

Assista a transmissão do evento na íntegra. 

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Fonte: CNA Brasil

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AGRO E INDUSTRIA

Alta dos insumos e eventos climáticos ampliam pressão sobre o agronegócio

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O avanço dos custos de produção e a maior frequência de eventos climáticos extremos estão entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio mineiro em 2026. A avaliação é de que o setor convive simultaneamente com os reflexos das tensões geopolíticas internacionais, que afetam o mercado global de insumos, e com fenômenos climáticos cada vez mais imprevisíveis, capazes de comprometer a produtividade no campo.

Segundo dados apresentados durante evento realizado em Belo Horizonte, os custos dos insumos agrícolas acumularam alta de cerca de 70% desde 2019. O aumento atinge diretamente a rentabilidade dos produtores rurais e acaba repercutindo ao longo da cadeia, influenciando os preços dos alimentos que chegam ao consumidor.

A pressão sobre os custos ocorre em um contexto de forte dependência de fertilizantes e outros insumos importados. Conflitos internacionais, restrições comerciais e oscilações nos mercados globais têm provocado instabilidade nos preços e aumentado a preocupação de produtores e entidades do setor.

Diante desse cenário, uma das apostas para reduzir a vulnerabilidade das propriedades rurais tem sido a ampliação do uso de bioinsumos e o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras. A estratégia busca diminuir a dependência de produtos importados e aumentar a eficiência produtiva das lavouras.

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O incentivo ao uso de variedades mais resistentes também integra esse movimento. A expectativa é que cultivares com maior tolerância a estresses climáticos e menor exigência de determinados insumos possam contribuir para reduzir custos e ampliar a resiliência das atividades agrícolas.

Minas Gerais ocupa posição de destaque na agropecuária nacional, com forte participação em cadeias como café, leite, batata, citros e diversas outras culturas. Essa diversidade produtiva ajuda a distribuir riscos e fortalece a participação do agronegócio na economia estadual.

Nos últimos anos, o setor registrou crescimento das exportações e ampliou sua contribuição para a geração de renda e empregos. Ainda assim, produtores continuam enfrentando desafios relacionados ao acesso ao crédito, à incorporação de novas tecnologias e à gestão das propriedades diante de um ambiente de negócios cada vez mais complexo.

Entre as preocupações mais imediatas está a influência do clima sobre as lavouras. Em regiões produtoras de café, episódios recentes de chuva de granizo têm gerado apreensão entre agricultores devido ao potencial de danos às plantações. Além das perdas diretas, eventos desse tipo aumentam a incerteza sobre a produção e podem afetar a qualidade dos grãos.

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A combinação entre custos elevados e instabilidade climática reforça a necessidade de investimentos em inovação, pesquisa e gestão de risco. Para especialistas do setor, a capacidade de adaptação será cada vez mais determinante para manter a competitividade da agropecuária brasileira nos próximos anos.

Mesmo diante das dificuldades, o agronegócio segue como um dos principais motores da economia mineira. A expectativa é que o avanço de tecnologias, a adoção de práticas sustentáveis e a busca por maior eficiência produtiva permitam ao setor enfrentar um cenário marcado por desafios globais e mudanças cada vez mais rápidas no ambiente de produção.

Fonte: Pensar Agro

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