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Nota pública de solidariedade

Conselheiros do TCE-MT publicam nota de solidariedade a Waldir Júlio Teis após exoneração da Escola Superior de Contas

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Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.

No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.

Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.

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Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Segue integra da nota:

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS

Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.

A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.

Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.

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As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.

Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Cuiabá-MT, 22 de setembro de 2026.

Antonio Joaquim
Conselheiro – TCE/MT

Guilherme Maluf
Conselheiro – TCE/MT

Alisson Alencar
Conselheiro – TCE/MT

Fonte: TCE

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Ministério Público MT

Capacitação prepara voluntários para atuação no sistema prisional

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Cerca de 20 voluntários participaram da capacitação de facilitadores do programa “A Viagem do Prisioneiro” (AVP), realizada em Cuiabá entre os dias 10 e 12 de setembro. A formação representa mais uma etapa na preparação de pessoas que atuarão junto à população privada de liberdade e integra as ações que antecedem a implantação da primeira Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) em Mato Grosso. A iniciativa foi promovida pelo Centro de Apoio Operacional (CAO) de Execução Penal do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC).Conduzido pela coordenadora nacional do programa, Adilza Mendes Paraíso, o curso preparou os participantes para aplicar a metodologia do AVP, inicialmente na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May. Desenvolvido para o ambiente prisional, o programa promove encontros voltados ao fortalecimento de valores, à reflexão sobre escolhas de vida e ao resgate da esperança, por meio da atuação de voluntários capacitados.Além das atividades formativas, a programação incluiu reuniões de articulação institucional voltadas ao fortalecimento das iniciativas relacionadas à futura implantação da Apac em Cuiabá. Durante a visita, Adilza Paraíso reuniu-se com a presidente da Apac em implantação na capital e representante do Ministério Público, Amanda Freire de Amorim, além de representantes do Poder Judiciário e da administração penitenciária estadual.Participaram dos encontros os desembargadores Clarice Claudino da Silva e Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, que acompanham o projeto desde suas primeiras etapas, além da juíza Lílian Bartolazzi Laurindo Bianchini, do Núcleo de Justiça do Juiz de Garantias. Também estiveram presentes a diretora da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, Keily Adriana Arruda Marques, e a diretora adjunta da unidade, Angélica Rossi do Prado.A agenda incluiu ainda uma visita técnica ao terreno onde deverá ser construído o futuro Centro de Reintegração Social (CRS) da Apac de Cuiabá. A atividade permitiu apresentar o andamento do projeto e reforçar a integração entre as instituições que atuam para viabilizar a implantação do método apaqueano no estado.Com a conclusão da capacitação, os voluntários passam a estar aptos a desenvolver as atividades do programa no sistema prisional, ampliando a rede de apoio ao processo de ressocialização. A formação também fortalece o conjunto de ações preparatórias para a implantação da primeira Apac de Mato Grosso.Saiba mais – O programa A Viagem do Prisioneiro é uma iniciativa de caráter ecumênico que utiliza o Evangelho de Marcos como base para uma jornada composta por oito encontros. Conduzida por voluntários capacitados, a metodologia aborda temas como fé, propósito, perdão, espiritualidade e reconstrução de vida, buscando promover acolhimento, esperança e transformação junto às pessoas privadas de liberdade.(Com informações da FBAC).

Fonte: Ministério Público MT – MT

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