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O Legado da Família Lacerda

Em uma entrevista descontraída com a presença de seu pai José Lacerda, Irajá fala sobre o seu projeto.

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Entrevista com Irajá Lacerda — Candidato a Deputado Federal – 5500
Irajá Lacerda é natural de Cáceres, Mato Grosso. Advogado, escritor e produtor rural, foi
presidente da Comissão de Direito Agrário da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e
exerceu o cargo de secretário-executivo no Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (MAPA), tendo assumido interinamente, em algumas ocasiões, as
funções de ministro da Agricultura.
Ao longo de sua trajetória profissional, desenvolveu trabalhos de relevância para o país e
possui experiência nas áreas jurídica, política e do agronegócio.
Irajá Lacerda também é integrante de uma tradicional família de políticos de Mato
Grosso. Seu tio, Márcio Lacerda, foi senador da República e constituinte em 1988,
enquanto seu pai, José Lacerda, foi deputado estadual constituinte em 1989.
A família Lacerda possui, assim, uma trajetória ligada à elaboração das Constituições
Federal de 1988 e Estadual de Mato Grosso de 1989, deixando como legado sua
participação na história constitucional brasileira e mato-grossense.
1. Irajá Lacerda, qual é o papel do Partido Social Democrático (PSD)?
Resposta: O Partido Social Democrático (PSD) atua de forma flexível e pragmática. Não é
um partido de uma classe ou de uma seção específica. Governa em nome de toda a
Nação e defende a prosperidade do Brasil.
Como partido nacional, o PSD tem o dever de defender o Brasil, os brasileiros e os
estrangeiros que vivem no país, conforme estabelece o artigo 5º da Constituição Federal
de 1988.
Pretendemos cumprir esse compromisso.
Defendemos um governo honesto, leal, forte e popular. Conclamo o povo de Mato
Grosso a participar das eleições e a exercer seu direito de escolha no dia 4 de outubro
de 2026.
2. Irajá Lacerda, qual é o papel do advogado?
Resposta: Como advogado, devo respeitar a Constituição Federal, as Constituições
Estaduais e as normas infraconstitucionais. Como advogado militante, defendo também
a concepção apresentada por Rui Barbosa em sua célebre obra O Dever do Advogado,
de 1911.
Entendo que o papel do advogado é ser guardião da legalidade, do devido processo legal
e dos direitos individuais. Considero que não existe Justiça sem a atuação da advocacia.
Quero ser uma voz em defesa dos advogados, que têm como missão lutar pelos direitos,
amparar os indefesos, defender as vítimas do arbítrio e atuar como instrumento
essencial da Justiça.
3. Irajá Lacerda, qual será o papel do deputado federal em relação às demais
profissões?
Resposta: Como deputado federal, defendo o advogado e todas as demais profissões
legítimas, que devem exercer seus ofícios com independência, sem se curvar à pressão
popular, à opressão, ao arbítrio ou ao poder dos governantes.
4. Irajá Lacerda, qual será o papel do deputado federal em relação aos
produtores rurais e à agricultura familiar?
Resposta: Como produtor rural, compreendo a importância do setor para o
desenvolvimento do país.
A ciência, a tecnologia e a inovação, associadas à educação, são fundamentais para que
se alcance a segurança alimentar e nutricional e para o combate à fome e à miséria no
Brasil e no mundo.
É preciso promover uma profunda reflexão sobre esse tema e alertar a sociedade,
especialmente os tomadores de decisão, sobre a necessidade de valorizar os pequenos,
médios e grandes produtores rurais e reconhecer a importância daqueles que produzem
os alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.
5. Irajá Lacerda, qual será o papel do deputado federal em relação às
Constituições Estadual e Federal?
Resposta: Penso como o saudoso amigo de minha família, deputado federal Ulysses
Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte de 1987–1988.
Ulysses Guimarães afirmou, em seu discurso de promulgação da Constituição: “A
Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa ao admitir a reforma.
Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca.
Traidor da Constituição é traidor da Pátria.”
Como deputado federal, comprometo-me a respeitar e cumprir a Constituição do Brasil,
que minha família também ajudou a construir. Esse é um legado que tenho a obrigação
de respeita
7. Irajá Lacerda, qual é a sua análise sobre as eleições de 4 de outubro de
2026?
Resposta: Mais uma vez, as forças e os interesses do povo mato-grossense estarão
presentes no debate eleitoral de 4 de outubro de 2026, quando serão escolhidos
representantes para diferentes cargos públicos.
É fundamental que o eleitor compareça às urnas e exerça seu direito de escolha para
deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República.
8. Irajá Lacerda, qual é o seu sentimento diante de um mundo moderno e em
constante transformação?
Resposta: Quando falamos em mundo moderno, o cérebro humano logo se enche de
ideias. Vivemos em uma sociedade na qual a tecnologia avança rapidamente, em uma
velocidade que nem sempre conseguimos acompanhar diante das inúmeras
possibilidades que ela oferece.
A tecnologia será cada vez mais fundamental para os próximos governantes. Ao mesmo
tempo, é necessário refletir sobre suas implicações sociais, econômicas e humanas.
9. Irajá Lacerda, qual foi a razão que o inspirou a disputar uma eleição?
Resposta: Em primeiro lugar, estudei profundamente os diferentes regimes que fazem
parte da história do Brasil. Minha família sempre teve participação na vida política. Eu
estava em silêncio, preparando-me e exercendo minhas atividades profissionais.
Hoje, renuncio ao silêncio. Escolhi uma nova fase da minha vida e tenho lutado por ela
dia após dia, hora após hora, rompendo esse silêncio.
Depois de décadas de estudos, aprendizado e trabalho, resolvi assumir uma candidatura
a deputado federal diante dos desafios econômicos, políticos, sociais e culturais que
atravessam o Brasil.
A pobreza, a miséria, os problemas relacionados à saúde e as dificuldades econômicas
chamaram minha atenção. Entendo que esses problemas precisam ser enfrentados.
Disputar uma eleição representa, para mim, a oportunidade de participar desse debate e
defender medidas voltadas ao combate à fome e à miséria e à promoção do
desenvolvimento econômico e social, buscando melhorar a qualidade de vida da
sociedade brasileira.
Esse é o meu compromisso.
10. Irajá Lacerda, qual é o seu conceito sobre o modelo político atual?
Resposta: Entendo que o Brasil enfrenta profundas divisões econômicas, políticas,
sociais e religiosas, que precisam ser debatidas de forma responsável.
A pobreza permanece como um grande desafio, ao mesmo tempo em que grandes
riquezas continuam sendo acumuladas. Também enfrentamos questões como as
mudanças climáticas, os desafios dos sistemas financeiros e os conflitos internacionais.
É preciso buscar caminhos para transformar essa realidade.
Precisamos de paz, e não de guerra. Precisamos de união nacional, e não de divisão da
sociedade. Precisamos de fé, respeito e diálogo, e não de ódio.
Defendo a soberania nacional e considero que todos devem participar do debate sobre
os rumos do Brasil.
11. Irajá Lacerda, qual é a sua concepção sobre igualdade?
Resposta: O Brasil conquistou a igualdade do direito ao voto entre homens e mulheres.
Entretanto, ainda existem desafios relacionados à efetivação da igualdade de direitos e
deveres previstos no artigo 5º da Constituição Federal de 1988.
Essa também é uma luta que defendo: a igualdade de direitos e deveres.
Como legislador, pretendo defender políticas que considerem as necessidades e os
direitos de homens e mulheres de forma igualitária.
12. Irajá Lacerda, qual é o seu sonho caso seja eleito deputado federal?
Resposta: Meu sonho é contribuir para que a sociedade brasileira desenvolva uma
consciência cada vez maior sobre os valores humanos universais e sobre os desafios do
mundo contemporâneo.
É possível promover uma reflexão sobre a relação entre mente, pensamento, sentimento
e consciência; entre razão e sensibilidade; e sobre os valores fundamentais da espécie
humana.
Entre esses valores, está a própria vida, que deve ser preservada e valorizada.
Nesse sentido, defendo:
1. O combate ao racismo e a promoção da igualdade racial e de gênero, para que as
pessoas sejam respeitadas por seu caráter e por sua dignidade, e não discriminadas pela
cor da pele ou pelo gênero.
2. A defesa da liberdade, da democracia e da unidade nacional, respeitando as
diferenças existentes na sociedade e os limites estabelecidos pela Constituição e pelas
leis.
3. A discussão de um plano econômico voltado à recuperação da economia, ao
enfrentamento da dívida pública e privada e à melhoria das condições de vida dos
brasileiros.
4. O enfrentamento da criminalidade e das facções criminosas por meio de políticas de
segurança, inteligência, prevenção e justiça, além de uma reflexão sobre a violência que
atinge milhares de jovens.
5. O respeito à diversidade de pensamentos políticos, promovendo o diálogo entre
diferentes correntes ideológicas e buscando uma cultura de reconciliação e convivência
democrática.
6. A defesa do direito à educação para brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil,
com qualidade tanto no ensino público quanto no privado.
7. A proteção dos seis biomas continentais brasileiros — Amazônia, Pantanal, Cerrado,
Mata Atlântica, Caatinga e Pampa — reconhecendo sua importância ambiental,
econômica e social.
8. A defesa da soberania nacional sobre a Amazônia e o Pantanal e o fortalecimento das
instituições responsáveis pela segurança e pela proteção do território brasileiro.
9. A promoção do desenvolvimento da agricultura, da pecuária e da indústria, buscando
elevar o padrão de vida das pessoas que vivem no Brasil.
10. A defesa dos direitos sociais previstos na Constituição, incluindo educação, saúde,
alimentação, trabalho, moradia, transporte, lazer, segurança, previdência social,
proteção à maternidade e à infância e assistência aos desamparados.
11. A defesa da ordem econômica fundada na valorização do trabalho humano e na livre
iniciativa, observando princípios como soberania nacional, propriedade privada, função
social da propriedade, defesa do consumidor e redução das desigualdades regionais e
sociais.
12. A construção de um país orientado pela paz, pela liberdade, pelo respeito e pela
convivência democrática. O Brasil precisa superar divisões e evitar conflitos internos.
13. A defesa de um projeto de futuro baseado na união, na dignidade, na paz, na fé e no
desenvolvimento, com investimentos em escolas de qualidade e hospitais capazes de
oferecer atendimento adequado, incluindo serviços de hemodiálise, UTI e atendimento
neonatal.
14. A compreensão de que segurança pública não depende exclusivamente do
armamento. Ela também exige inteligência, educação, qualidade de vida e integração
entre as forças de segurança e as instituições de Justiça.
15. A defesa dos direitos civis, da liberdade e da igualdade, especialmente em
momentos de tensão social e política.
16. A defesa da democracia, da igualdade e da fraternidade, rejeitando a violência
política e qualquer forma de conflito civil.
17. A defesa da atividade de mineração no Brasil, considerando sua importância
histórica, econômica e social, bem como seu papel na geração de empregos, renda e
divisas para o país. A mineração envolve pesquisa, exploração, lavra e beneficiamento
de recursos minerais, como areia, ouro, alumínio, cobre, estanho, ferro, manganês,
nióbio e níquel, entre outros.
18. A discussão sobre a exploração mineral na Amazônia e a participação de empresas
nacionais e estrangeiras na produção mineral brasileira. Considero importante que a
sociedade tenha acesso a dados oficiais sobre a produção de ouro e sobre a participação
de diferentes empresas nesse setor.
19. A busca pela geração de emprego e renda, pela redução do custo de vida e pelo
crescimento econômico. O desenvolvimento deve estar associado ao reconhecimento
dos direitos humanos e à promoção da paz e do respeito ao indivíduo.
20. A defesa da vida humana como valor fundamental. As riquezas materiais não podem
ser colocadas acima da vida e da dignidade das pessoas.
21. A defesa de políticas para a faixa de fronteira e para as populações que vivem
nessas regiões, especialmente em Mato Grosso, considerando os desafios relacionados à
regularização fundiária, à segurança e ao desenvolvimento econômico e social.
22. A defesa de uma sociedade democrática e livre, na qual os Poderes Judiciário,
Executivo e Legislativo respeitem a Constituição Federal, as Constituições Estaduais e as
leis.
21. Irajá Lacerda, qual é a sua opinião sobre a faixa de fronteira neste século?
Resposta: A história da fronteira entre Brasil e Bolívia possui diversos tratados e
instrumentos diplomáticos que precisam ser considerados.
Entre eles estão o Tratado de Amizade, Navegação, Limites e Comércio de 1867; o
Tratado de Petrópolis, de 1903; o Tratado de Natal, de 1928; as Notas Reversais e
instruções relacionadas às comissões de demarcação; e o Tratado de Roboré, de 1958.
Como nasci em Cáceres, Mato Grosso, região de fronteira com a Bolívia, conheço de
perto alguns dos desafios enfrentados pelas populações fronteiriças.
Pretendo trabalhar para buscar soluções para questões relacionadas à regularização das
propriedades, à segurança, ao desenvolvimento e às condições de vida das pessoas que
vivem na faixa de fronteira, especialmente em Mato Grosso.
22. Considerações finais
Resposta: Declaro que estou preparado para defender uma sociedade democrática e
livre, na qual os Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo respeitem as leis orgânicas
dos municípios, as Constituições Estaduais e a Constituição Federal do Brasil.
Meu compromisso é participar do debate sobre um Brasil eficiente, seguro e próspero,
respeitando a democracia, as instituições e o Estado de Direito.
Um abraço aos brasileiros e aos estrangeiros que vivem em Mato Grosso

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Equipe de TI dará suporte aos canais da ALMT durante a apuração dos votos

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A Secretaria de Tecnologia da Informação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) preparou uma estrutura especial para acompanhar o processo eleitoral e garantir o funcionamento dos sistemas e canais de comunicação do Parlamento durante a apuração dos votos, neste domingo (4). Profissionais da Secretaria de Comunicação também estão escalados para a cobertura completa do evento, neste domingo (4), a partir das 16 horas.

Servidores da TI permanecerão de sobreaviso para atender eventuais demandas técnicas ao longo da transmissão. O trabalho tem como principal objetivo assegurar que os serviços disponibilizados pela Assembleia funcionem de forma estável e que a população possa acompanhar os trabalhos em tempo real.

De acordo com Thais Costa, coordenadora de Tecnologia da Informação da ALMT, o planejamento foi realizado antecipadamente, com reuniões e alinhamentos entre os profissionais envolvidos na operação.

“A nossa expectativa é garantir ao público um serviço de qualidade. Quando se trata da eleição, nosso foco principal é assegurar que todos que estiverem acompanhando a apuração tenham acesso às informações e aos serviços da Assembleia. A equipe também trabalha para, caso ocorra algum problema, conseguir identificar e restabelecer o serviço o mais rápido possível”, explica a coordenadora.

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Durante o período de apuração, quatro profissionais do setor de Infraestrutura da TI estarão diretamente envolvidos na operação, sendo dois na Assembleia Legislativa e dois no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT). Contudo, a TI vai manter pelo menos 10 servidores de sobreaviso para atender eventuais necessidades. O secretário de TI, André Luís de Moraes Souza também acompanhará o trabalho e poderá acionar a equipe caso seja necessário.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A preparação para a operação levou em consideração experiências de eleições anteriores e possíveis situações que possam comprometer o funcionamento dos serviços. De acordo com o técnico legislativo Paulo Tavoloni Jr e o gerente de Infraestrutura e Desenvolvimento da TI, Luciano Teixeira, os profissionais da ALMT e do TRE realizaram os alinhamentos necessários para antecipar demandas e definir os procedimentos em caso de falhas técnicas.

“A gente trabalha para conseguir mitigar qualquer problema e restabelecer o serviço o mais rápido possível. Toda a equipe fica atenta e de prontidão para o que for necessário”, destaca Teixeira.

Outro trabalho acompanhado pela TI envolve o portal da Assembleia Legislativa (al.mt.gov.br). A previsão é de que após a finalização da apuração, o portal retome a sua rotina normal de publicação e atualização de conteúdos.

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Nova legislatura – O trabalho da Tecnologia da Informação não termina com a apuração dos votos. Depois das eleições, a equipe terá pela frente uma nova etapa de preparação dos sistemas da Assembleia para a próxima legislatura (2027-2031).

Thais explica que a mudança na composição do Parlamento exige uma série de atualizações nos sistemas, especialmente em razão da posse dos novos deputados e das alterações na Mesa Diretora e na Primeira Secretaria.

“Enquanto o processo eleitoral mobiliza a atenção da população, uma equipe técnica trabalha nos bastidores para garantir que a estrutura tecnológica da Assembleia esteja preparada tanto para a apuração quanto para os desafios que surgem com a formação da nova legislatura”, ressalta.

Fonte: ALMT – MT

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