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Evento debate combate à exploração infantil no Centro-Oeste

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Cuiabá sediará nesta terça-feira (08) o Encontro Regional do Projeto Proteção – Região Centro-Oeste, uma mobilização conjunta do SEST SENAT e da Childhood Brasil voltada ao enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes. Titular da Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado é um dos painelistas do evento que será realizado das 8h às 14h, no auditório da Unidade Operacional do SEST SENAT na capital.O procurador de Justiça irá abordar a atuação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), através da Procuradoria Especializada da Criança e Adolescente – MPMT, no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência e seu papel na rede proteção na prevenção e no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes no município de Cuiabá.A programação do evento também inclui painéis, palestras e a apresentação de dados atualizados sobre a violência infantojuvenil na região, com foco especial no mapeamento dos pontos vulneráveis nas rodovias federais brasileiras — trabalho desenvolvido em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).De acordo com o mais recente levantamento do Projeto Mapear, a Região Centro-Oeste contabiliza 2.210 pontos de vulnerabilidade à exploração sexual, sendo que 6,2% são classificados como críticos. As BRs 163, 070 e 060 aparecem como as rodovias com maior concentração desses pontos, evidenciando a necessidade urgente de ações integradas entre os setores público, privado e a sociedade civil.O encontro em Cuiabá faz parte de uma série de eventos regionais realizados ao longo de 2025. As edições anteriores ocorreram em Belém (Norte) e Fortaleza (Nordeste), com foco em estratégias adaptadas às especificidades de cada região.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína

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A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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